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Resumindo

Published 24/07/2014 - 1 Comment

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Ser escritora é um sonho de criança. Mas quando pequena também sonhei em ser bióloga, juíza ou professora de história. Virei jornalista. Ou melhor, me descobri jornalista como conto numa redação que escrevi para um processo de trainee e compartilhei por aqui.

Sou feliz com a minha escolha profissional, mas tem sempre aquilo de querer mais. E aí que não pude deixar de ouvir uma fome antiga, que há muito está ali, horas alimentada e horas ignorada. Uma fome de histórias que tentei saciar com fatos que agora viram alimento para minha ficção. Coleciono histórias desde criança. De ouvir e de ler ou de criar brincando ou escrevendo.

Com 17 anos comecei a fazer estágio em um pequeno jornal quinzenal de Lagoa Santa, Minas Gerais, cidade onde moro desde os sete anos. Informar é uma ação nobre, árdua e apaixonante. É um dever que uma vez cumprido, é difícil de se livrar.

No início de 2006, no meu último semestre de jornalismo na PUC/Minas, fiz o estágio em que mais aprendi na vida. Sabe quando junta gente especial e um trabalho que faz sentido? Pois é, foi assim o trabalho na Saíra Comunicação e no Escritório de Histórias, onde estive até final de 2007.

Nesses dois anos fiz de jornal do Sindicato dos Delegados de Polícia de Minas Gerais a jornal mural da Associação Beneficente dos Empregados do Minas Tênis Clube, até entrevista com casal de cangaceiros do grupo de Lampião e artistas consagrados, ou alguém que tinha uma história para contar sobre sua família, empresa, instituição… Era sempre isso, contávamos boas histórias a partir de muita pesquisa, principalmente oral. Estudar memória oral e transcrever e entrevistar para o Escritório de Histórias moldou o meu jeito de trabalhar hoje de uma forma muito positiva.

Desde abril de 2007 que sou sócia do meu “namorido” na Nenhum Destes, empresa de produção de conteúdo, principalmente audiovisual. Precisava dar nota para a Saíra/EH e o Rodrigo para a ESPN. Foi assim que começou. Rodrigo e toda sua carga audiovisual foram cruciais no meu aprendizado prático nessa área. Ele sempre me ajudou a colocar em prática a teoria que aprendia na faculdade, o que funcionou bem pra ele também.

Como dizem, quando casamos tem que aceitar o pacote completo. O dele veio com uma grande família de muitos membros e nomes: patins, inline, roller… E viajei pelo Brasil para conhecer pessoas incríveis, fazer amigos pra vida e encher mais um pouco meu baú de histórias. O patins abriu ainda portas para fazermos o Mundo Urbano, quando registramos também a cena do parkour em seu início no Brasil, BMX e skate.

De toda essa experiência, apareceram os clientes pedindo o que fazíamos para os esportes, para suas empresas. De repente eram tantos que montei mais uma empresa com uma companheira de fibra quando o assunto é trabalho. Na Virgulinas Comunicação estive até abril de 2012, quando colocamos a NDS – abreviação de Nenhum Destes – num fiorino e rumamos pra São Paulo para entrar no time do piloto e amigo Tiago Romano.

Mais dois anos de aventuras pelos autódromos e kartódromos do Brasil. Ser assessora de comunicação da Drift Hobby colocou-me em contato com um novo mundo. E mais um bom bocado de histórias que juntei, algumas delas a mais de 300km/h! Do jeito que fomos, voltamos, porque é de bola e não de pneu a fome de nosso país.

Fui arrumar os armários. Atrapalhada com tantas histórias e de frente para o espelho encarei que é hora de me dedicar à aquilo pra que sinto que nasci, que venho buscando e fugindo há tanto tempo.É tempo de escrever!

Se gostou da minha escrita, aviso que pode me contratar para escrever ou ajudá-lo a contar a sua história!

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