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Dicas de Comunicação para Organizações Sociais

Published 20/07/2015 - 0 Comments

É dia de dicas nas Histórias da Pimenta (clique e assine também) e escolhi um tema que tem feito parte da minha vida profissional atualmente: comunicação e terceiro setor. Nesses últimos seis meses, escrevi: o boletim eletrônico PCDINEWS, a revista Valor Compartilhado e também a revista do Projeto Águas do Saraiva.

Tenho aprendido muito e gostaria de compartilhar com mais gente que participa de ONGs, associações, clubes, grêmios recreativos, grupos. Para mim, todas essas iniciativas são empreendimentos sociais. Algo que percebi é que:

Ser gestor de uma organização social é bem parecido com ser um empreendedor.

A parte mais parecida de todas é ser um e ter que ser múltiplos. Nunca que tem gente suficiente para o tanto de trabalho, nem dinheiro para contratar o tanto de profissional necessário para cada função. E não tem jeito, quem está no comando da coisa precisa entender de todas as áreas. Vai precisar dominar questões fiscais, jurídicas, contábeis, de planejamento, sistema, gestão, pessoal e comunicação, captação e por aí vai. Não quer dizer que você vai colocar a mão na massa pra fazer tudo, mas até para delegar, contratar ou buscar os recursos é preciso ter clareza do objetivo e saber traçar estratégias. A parte boa é que existe muito conteúdo e ferramentas por esse mundão à fora para ajudar empreendedores (mulheres, mães, jovens, criativos, nerds, artesãos etc…) e que podem ser muito úteis para os empreendedores sociais. Sair um pouco do universo do Terceiro Setor e aprender com start-ups e criativos sobre economia criativa e novas formas de gestão, financiamento, captação e comunicação é válido e pode ajudar a trazer inovação para a sua organização 😉

O que sua organização tem feito para ser vista?

Vejo muito gestor reclamando que não tem dinheiro, não tem apoio, não tem diretoria, não tem sede, não tem parceiro. Não estou dizendo que é fácil e a verdade é que nada disso é fácil. Mas existem caminhos e passos precisam ser dados. Quais passos sua organização têm dado na direção de se comunicar com as pessoas, as empresas e os órgãos públicos?

Postar no Facebook não é comunicação!

Colocar as fotos das atividades desenvolvidas pela organização no seu perfil pessoal no Facebook não é trabalhar a comunicação institucional do projeto social e sim dizer para os seus amigos como você se interessa e se envolve nesse tipo de ação. O seu perfil pessoal no Facebook ou em qualquer rede social sempre será sobre você. É preciso haver uma diferenciação. Você não é o seu projeto social.

Criar um perfil pessoal para uma organização social também não é o jeito correto de usar o Facebook e nem o mais proveitoso. Para a comunicação institucional de uma organização no Facebook, o ideal e correto é criar uma fanpage. Para a comunicação com público interno, a possibilidade que o Facebook oferece de criar grupos fechados e abertos é muito interessante!

Agora, ter uma fanpage não resolve seus problemas de comunicação. Na verdade, só quer dizer que você está presente em uma plataforma de rede social. Tudo bem que é a mais popular no Brasil atualmente, mas isso muda o tempo todo. Lembra-se que a um tempo atrás era o Orkut a mais popular? Amanhã pode ser outra. Além de que o Facebook só entrega suas postagens para menos de 5% de seu público de forma orgânica. Para atingir mais, é preciso patrocinar a postagem.

Se você quer ter presença on-line com a sua organização social e usar a internet de forma estratégica e inteligente, seu empreendimento social precisa de um site!

Nesse ponto você tem apenas dois caminhos a seguir:

1. Você vai arregaçar as mangas e vai fazer você mesma um site para sua organização. Está disposta à aprender e ler bastante, assistir vídeos tutoriais, lidar com termos como ftp, url, widget…

2. Você vai delegar essa função para alguém. Talvez outra pessoa da diretoria, um dos colaboradores ou voluntários, ou mesmo fazer um projeto para levantar recursos e contratar um profissional ou uma empresa para fazer o site. 

infografico

São dois caminhos distintos e não importa qual a sua organização escolha, em ambos há onde encontrar muita ajuda!

Se a escolha for o caminho 2, saiba que mesmo delegando, é importante que as pessoas à frente da organização saibam como acessar e usar a área administrativa do site. Alguém tem que aprender a fazer pelo menos as coisas mais básicas, como editar o conteúdo de texto em uma página, inserir ou apagar uma notícia… Você pode delegar essa função para um contratado ou um voluntário, mas minha dica é que mesmo que não seja algo que você faça sempre, é importante que você saiba como fazer para caso algum dia precise. Outra dica é: se a decisão for por contratar, pague um profissional e não um “sobrinho”. Contrate alguém comprovadamente apto a fazer o trabalho, ou seja, procure por recomendações, veja outros sites já feitos por essa empresa ou profissional e converse com os clientes para saber se estão satisfeitos.

Para quem escolhe o caminho 2, uma possibilidade é cadastrar seu projeto de criação de um site para a organização social em uma plataforma como Adote um Briefing ou Prosas. A Adote um Briefing é bem específica para projetos de comunicação, já a Prosas aceita projetos sociais em todas as áreas e faz a ponte com empresas interessadas em apoiar. Esses são apenas dois exemplos de ferramentas para ajudar nessa ponte entre organizações e empresas. Você pode inventar algo por aí também, entre os seus parceiros e contatos, com a cara e dentro da realidade do seu projeto social.

Agora, se sua escolha é o caminho 1 e você vai se aventurar nesses mares internéticos como construtor do seu próprio site, saiba que são tantas possibilidades que fica até difícil decidir por qual seguir. Eu uso e recomendo o WordPress como plataforma para você gerir e construir seu site. Você pode escolher pelo WordPress.com ou WordPress.org – o primeiro você hospeda o seu site no servidor do WordPress e tem opção de usar o serviço de forma gratuita ou paga. A vantagem dessa opção é que pode ser mais barata e mais simples à curto prazo. A desvantagem é que você não tem 100% controle e domínio sobre seu site e conteúdo, existem algumas limitações de uso da ferramenta. No WordPress.org você faz o download do sistema de gestão e construção de site WordPress e instala em um servidor pago por sua organização para hospedagem do seu site. Você tem o  total controle e domínio de todo o site e conteúdo ali postado e a maioria dos planos de hospedagem de sites já vem com plano de contas de e-mail.

A decisão pode parecer complexa, mas é bem simples: o quanto você já conhece de linguagem html e afins e o quanto você está disposto a conhecer? O quanto você pode gastar por mês/ano com um site? Para quem quer conhecer pouco e gastar pouquíssimo quase nada, o mais simples e barato é o WordPress.com. Já quem está disposto a pular de cabeça e já tem um porte que permite ter um custo fixo para manter um site e ter um e-mail institucional faz diferença, pode ir direto para o WordPress.org e fique tranquilo que tem muito tutorial ensinando passo a passo em português em vídeo, texto e fotos!

Ainda tenho muito pra compartilhar sobre esse assunto, mas está ficando longo demais para um post só. Volto em breve com mais dicas então! Assine minhas histórias para não perder as próximas dicas e aquelas ainda mais especiais, que só compartilho com quem é assinante!

Eu também posso ajudar. Além do serviço de redação, edição e revisão dos textos para sites, ofereço o serviço de consultoria em marketing digital para que você não se sinta sozinho ao desbravar esse oceano tão cheio de novidades e possibilidades! Entre em contato comigo e a gente conversa mais, ok?

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